É a primeira vez que vocês tocam aqui em São Paulo? Fale um pouco sobre a turnê.
É sim. Está sendo muito bom conseguir mostrar um pouco do nosso trabalho aqui no sudeste, conseguimos montar uma turnê bem legal com ajuda de amigos, vários lugares legais, bandas legais... a experiência está sendo muito boa. Conseguir passar praticamente um mês tocando por aqui divulgando o nosso trabalho que vem lá do nordeste e ver como as coisas funcionam por aqui.
Quais são as diferenças do som dos 3 EP’s comparado com o disco lançado no ano passado?
A principal diferença foi o amadurecimento da banda, não só na parte musical, mas também a parte de equipamentos e produção em si. Esse disco novo a gente tá conseguindo chegar bem mais perto do que a gente busca desde que começamos com a banda em termos de som e de independência, o disco foi todo gravado, produzido, mixado e masterizado por nós mesmo em casa, exceto a bateria que foi captada em um estúdio, por que não dava para gravar no nosso quarto (risos) Isso é ótimo por que tivemos total liberdade, foi bem mais fácil achar a nossa sonoridade, tempo para experimentar mais sem se preocupar com o tempo no estúdio.
A banda sempre optou por lançar trabalhos em inglês?
Nossa primeira musica foi em português mais não ficamos muito satisfeito com o resultado, não tava soando como queríamos tudo que a gente escuta é em inglês toda nossa influência são de bandas ‘’gringas’’ e as bandas que escutamos brasileiras 90% cantam em inglês também, então não tinha sentido a gente cantar em português,
Quais são as principais influências do Calistoga?
De tudo um pouco mais vou citar uns nomes para ficar mais fácil heheh. Fugazi, At The Drive In, QOTSA, Faith No More, Againe, Mr. Bungle, Diagonal, Hot water music, The Mars Volta, Nofx, Kyuss, Embrace, Black Flag, e por aí vai...
Em Natal vocês trabalham como produtores, técnicos e tudo mais que faça o som do grupo ter continuidade. Fale um pouco sobre a cena potiguar. (Bandas, lugares para tocar, festivais...)
É, desde de sempre fazemos isso, antigamente com a finada Geladeira Discos, e hoje em dia com o Coletivo Noize. Produzimos eventos tais como shows, palestras, espaço para exibiçoes de vídeos (cine noize), feira noize para os artistas locais ter um espaço para mostrar seu trabalho e outras coisas também, tem o Portal Fora Do Eixo que o nosso Coletivo é ligado diretamente, assim se torna melhor a divulgação e interação do trabalho do coletivo para o Brasil todo agindo como se fosse uma coisa só. Fora isso eu (Henrique) e o Dante temos um home Studio (onde foi gravado o Still Normal) e trabalhamos com isso, produzindo, gravando, mixando e masterizando bandas, eu ainda trampo como técnico de som (vulgo mesário de shows ao vivo) e o Gustavo diretor de arte, ta sempre fazendo myspaces, arte de CDs e coisas do tipos para bandas também.
A cena aqui eu acho bem legal, tem varias bandas muito boas que não deixam a desejar em lugar nenhum no Brasil, temos festivais ótimos como o Dosol e o MADA que são conhecidos nacionalmente, uma boa oportunidade para as bandas conseguirem uma visibilidade boa, só casas de shows que eu acho meio fraca aqui, praticamente só temos o centro cultural dosol, que é o único bar de rock literalmente na cidade eu acho isso ruim, mesmo a cidade sendo pequena outro lugar é sempre bom pra dar uma circulada melhor nas bandas e na cena.
Alguns integrantes do grupo são vegetarianos. Gostaria que vocês falassem sobre tal escolha e se é difícil manter uma alimentação livre de origem animal na estrada.
Então, na formação atual dos cinco são dois vegetarianos e um vegan, a gente acredita nisso para a nossa a vida, com vivência que tivemos dentro do hardcore e com as informações que temos não tem como não ser! Mais respeitamos a escolha de cada um, como a dos dois outros parceiros de banda. Em relação a se manter na estrada assim é meio difícil, mais não é o caso dessa turnê, aqui em são Paulo e no Rio toda esquina tem coisas para vegetarianos e vegans, no nordeste que a coisa é mais precária, mais nada do que um ‘’pão com salada’’ não resolva (risos).
por Brunno Constante

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